Canto de Anjo |
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Gabriel é nosso caçula. Nasceu em 1993, em Macaé (RJ). No começo de 1996, percebemos que ele, além de não falar (apenas cantava), estava adotando um comportamento aéreo. Não atendia aos nossos chamados. Ficava isolado. Será que é autista? Foi a primeira pergunta que fiz...
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Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005 Liquidificador e carnavalAcordamos tarde, na terça-feira de carnaval. Alguém duvida por quê? Choveu muito a manhã toda. A ventania arrastou a cobertura do camarote de Daniela Mercury. Os trios elétricos atrasaram sua entrada na avenida. Nós? Na cama, dormindo. Entardecia. Gabriel, ansioso, pedia para sair, falando em sorvete: -"Cornetto!" Leonardo apareceu em casa. Tinha, praticamente, "acampado" na casa do amigo Luis, cujos pais foram para a Ilha de Itaparica. Acabou a comida, veio bater em casa. Pedro, roqueiro, se entocara em casa. Agora, com companhia, se preparava para ir ao Palco do Rock, um trio elétrico com bandas de rock tocando na Praia de Placaford, em Itapuã. Enfim, anoiteceu e foi cada um pro seu lado. Sem sabermos aonde ir, tomamos o rumo da Barra, mesmo. As ruas nem estavam muito cheias, às sete da noite. Conseguimos, com a sorte de Gabriel nos brilhando, parar pertinho da casa de Zoraide, que mora na esquina da Avenida Oceânica, na Barra. Nem sabíamos se ela estaria em casa, mas estava. Outro episódio de sorte do pequeno. Muitos barraqueiros tinham armado a tenda na calçada da rua lateral, como sempre. Frutas mil esperavam alguém que se interessasse por uma batida feita na hora. Gabriel se interessou pelos liquidificadores, mesmo. Foi difícil tirá-lo dali. Chegamos a uma barraca, a quarta em que paramos, em frente ao prédio da nossa amiga. o rapaz se dispôs a bater um suco de umbu, e Gabriel se interessou por guaraná em pó. Eu, malvado, pedi um pouquinho do pó na palma de minha mão. Com a pontinha da língua, Gabriel provou e, claro, detestou. Que careta! Logo, vinha o trio Me Ama, com André Lelis no comando. Os cordeiros nem queriam saber de corda: caíam na folia, mesmo. Gabriel se interessou por ir atrás do trio elétrico, mas nas minhas costas. E eu lá tenho saúde para carregar um peso-pesado como ele? No chão, ele não quis ir. Então, só ficamos vendo o bloco passar. Subimos. Zoraide preparava feijoada e mocotó, auxiliada por Mário. Gabriel se interessou pelo liquidificador, de uma marca que ainda não conhecia: Flash. E tome-lhe gastar os mantimentos da casa. Até que demos o basta. E veio a birra: -"Pai!" -"O que é?!" -"Liquidificador Flash, pai!" -"Não pode, Gabriel!" -"Liquidificador Flash fez...!" -"Ruuuuummmmm!" -"Pai!" -"Que foi, Gabriel!?" -"Liquidificador Flash!" -"Não pode, Gabriel! Está muito quente! Vai quebrar!" -"Pai!" -"Não, Gabriel!" E o papo prosseguia... Daqui a pouco, mudou: -"Comprar liquidificador..." -"Não, Gabriel, está tudo fechado!" -"Bompreço, pai!" (Existe um Bompreço perto do Shopping Barra, a que sempre apelamos no carnaval. Ele está sempre aberto. Mas desta vez, não iríamos pra lá). Insistiu, bateu a cabeça em nossas mãos, deu cabeçada em nossos braços. Não cedemos. A birra nem foi tão forte. Foi cansativa. Quem cedeu foi ele. Mariene desceu para a rua com Mário e Zoraide e fiquei com Gabriel na janela. Os trios vinham e Gabriel se levantava. Os trios passavam e Gabriel deitava. De persiana nova, as janelas do quarto de Zoraide serviram para distraí-lo um pouco. Lá pela uma e meia da manhã, ele dormiu. Propus a Mariene que voltássemos pra casa. Gabriel acordou, mas nem reclamou: foi andando até o carro. Em casa, desabou na cama. Pedro tinha chegado há pouco e, animado, contava os agitos de Itapuã. postado por: Argemiro Garcia 17.2.05 Deixe aqui seu recado.Mas, se quiser se comunicar diretamente comigo, mande-me um e-mail: argemiro@lognet.com.br
Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005 Mudança do GarciaSegunda-feira de Carnaval, Pedro não quis sair conosco. Bastou o mico da noite anterior. Ficou em casa no MSN. Ainda me ofereci para levá-lo ao Palco do Rock, em Piatã, mas ele não ia pagar outro mico, indo com o pai, não é? A Mudança do Garcia é um desfile tradicional do Carnaval soteropolitano (é, quem nasce em Salvador é isso tudo aí...). Há 48 anos um grupo de moradores do bairro do Garcia começou um protesto, querendo mudanças para melhor. Mais que um bloco, a Mudança do Garcia se tornou um protesto bem humorado. Em anos anteriores, não conseguimos chegar a tempo, mas dessa vez... Só que choveu a cântaros. A baldes, bacias, mangueiras... Choveu. O céu desabou sobre Salvador. E acabamos por sair tarde. Se tínhamos combinado nos encontrar ás dez horas, saímos de casa às onze!
-"Palco! Quero palco!" - é só ver o post Carnaval é no Pelô que você vai entender. - Voltamos - ele de cavalinho - para a delicatessen e Mariene se somou a mim: -"O palco está fechado. Não dá pra subir. Só os artistas!" -"Palco! Eu não quééééééééro paaaaalco! Eu quéééééroooo paaalco!!" Já pensávamos em desistir do cortejo. Foi quando Mariene se lembrou: -"Gabriel, vamos ver os cavalos!"
Chegamos perto da concentração e, na sede da Associação de Moradores do Garcia encontramos Dal comendo feijoada. Enquanto Mariene conversava com os amigos da Defesa do São Francisco, eu ficava com Gabriel vendo os blocos passarem. Passaram os travestidos - alguém já disse que, se Freud conhecesse o Carnaval do Brasil não tinha falado em inveja do pênis, mas do útero - o carro feito de palha de coqueiro, uma banda e... os cavalos! Mariene pediu a um dos cavaleiros: -"Você pode dar carona para ele?" - e apontou Gabriel. -"'Bóra!" respondeu o cavaleiro, com um sorriso. Começava assim nossa participação na Mudança do Garcia. Seguíamos pelo meio dos cavalos. Às vezes, Mariene se afastava pela calçada. Com toda a estatura dela, não dava para se locomover bem quando os bichos se espremiam. Aproveitou uma dessas vezes para comprar uma cerveja para o rapaz, que já sabíamos se chamar Marrom. Ele pediu, meio sem graça, para que comprássemos uma garrafinha de batida e passou a cerveja pra frente. Nem bem o cortejo tinha avançado uns 800 metros, Marrom deixou o cavalo conosco e foi pro chão sambar, me explicando que, no cavalo, não dava pra aproveitar a festa direito. Ficamos, então, com o cavalo, o chapéu - Marrom o tinha posto na cabeça de Gabriel, que aceitou sem protestar - coisa raríssima - e o cortejo. De vez em quando, lá vinha ele ver se tudo estava bem. Ficamos sabendo que o cavalo não era de Marrom, que o emprestara de um amigo, ou primo, sei lá. Este já aproveitou para tentar vender o bicho pra gente - se tivéssemos um quintal, naquele momento, acho que fechávamos negócio no pangaré. E Marrom tomava batida...
A Mudança do Garcia é um bloco, cortejo, evento - sei lá - anárquico. Vai quem quer, protesta ou elogia quem quer. No ano do grampo no Senado, muita gente protestou contra ACM com grampeadores pregados em capacetes de plástico. Este ano, um papai noel portava um cartaz dizendo que tinha trazido um prefeito novo para a cidade. Um outro cortou uma mlancia e fez um capacete, levando uma caixa de papelão onde se dizia vítima dos transgênicos. Atrás dos cavalos, vêm carroças, que representam a mudança propriamente dita. Organizado espontaneamente, niguém cogita incluí-la no calendário oficial ou pedir espaço no meio dos desfiles. Ela invade... Com isso, todo ano a polícia bloqueia a passagem e é preciso muita conversa para liberar a sua entrada no meio dos camarotes oficiais. Todo ano se consegue, mas enquanto se espera debaixo do sol, haja cerveja - e batida, para nosso amigo Marrom. Depois de mais de uma hora parados em frente à Garcia delicatessen, Gabriel sempre montado, o dono do cavalo pediu que trocássemos por uma egüinha nova, de dois anos, menor que o primeiro, porque o dono dela queria avaliar o cavalo que Gabriel montava. A troca foi vantajosa, porque ela tinha sela. Até então, Gabriel montava em cima de um colchão! Nem por isso reclamava. Seu sorriso resplandecia, e ele se deitava sobre os animais, beijava, dizia:
-"Qué isso aqui? Olho! Qué isso aqui? Pescoço! Qué isso aqui? Orelha!" - aproveitamos para ensinar que o cabelo do cavalo se chama crina. E o cortejo avançava lentamente. A égua estranhava o movimento cada vez maior, e empacava. Eu pedia a Mariene que batesse na sua anca, enquanto eu puxava, mas ela tinha pena do bicho. Lá veio Marrom já bêbado, para ajudar - e sumiu de novo na muvuca. Demos a volta, esperamos mais uma hora e tanto - felizmente, quando o sol abriu estávamos na sombra. Depois de muita lenga-lenga, entramos no Campo Grande. as tevês pouco nos filmaram. A Rede Bahia, emissora pertencente ao grupo carlista (ligado a ACM), virou as câmeras para dnetro dos camarotes. Um cinegrafista chegou a apontar para nós. Nessa hora, Marrom montara na garupa com Gabriel. Eu fazia uma figura incrível, puxando uma égua com um menino e um bêbado - "trêbado" - montados. Um rapaz me abordou, sério: -"Presta atenção! Aquele ali está dormindo, vai cair e quebrar a cabeça!" - e tive de me preocupar com mais um. De vez em quando, tinha de sacudi-lo:
O cortejo chegou a Politeama e embicou para o Vale dos Barris. Gabriel apeou, a contragosto. Marrom, um pouco recuperado, seguiu o caminho. Botamos nosso menino de carona numa carroça, para aproveitar mais um trechinho. Depois, já a pé, subimos uma ladeira para voltar ao Garcia. Eu já tinha me situado. Mariene estava perdida. E Gabriel, que tinha voltado a pedir "Palco!" quando chegamos perto do nosso destino, disparou até o carro. Sabia direitinho onde estávamos. postado por: Argemiro Garcia 9.2.05 Deixe aqui seu recado.Mas, se quiser se comunicar diretamente comigo, mande-me um e-mail: argemiro@lognet.com.br
Carnaval é no PelôDomingo de carnaval. Acordamos tarde e voltamos à Praia do Corsário. Dessa vez, Pedro foi conosco. O mar estava mais agitado que no sábado e cheio de algas flutuando - eu não podia deixar de pensar no Mar de Sargaços. Aproveitei para ensinar mais uma coisa para Gabriel: pegava algas na mão e mostrava: -"Gabriel, isso é alga: á, éle, gê, á! Olha, Gabriel: duas algas: alga vermelha e alga verde." - Está certo que ele parecia não dar muita bola, mas que registrou, registrou - disso eu tenho certeza. Também fui mostrar ao Pedro que não tem querido tomar sol e se protegia no guarda-sol da barraca, enquanto esperava suas batatas-fritas. Como ele está passando para o segundo ano do Ensino Médio, tem mais é que fixar o que já aprendeu. Depois de descascar mais dois caranguejos - tão pequenos que brinquei com o dono da barraca que aquilo já era pedofilia - saímos às pressas para casa, porque o bloco da Defesa do Rio São Francisco ia se concentrar às 18 horas no Largo do Cruzeiro de São Francisco, no Centro Histórico - ou Pelourinho, se preferir. Na Avenida J.J. Seabra, na Baixa do Sapateiro, tinha um baita engarrafamento para entrar nos estacionamentos. Gabriel aceitou bem mais esse stress - eu é que fiquei bravo com o pessoal que tentava furar a fila - eu e mais as torcidas do Bahia e do Vitória: todo mundo reclamava. Mesmo os passageiros dos ônibus chiavam com os espertinhos que, com tanta pressão, não conseguiram entrar. Paramos o carro e Gabriel foi, direitinho, rodando as escadarias. Senso de direção não lhe falta, e como ele conhece bem vários cantos da cidade, está caa vez mais difícil se perder.
As pessoas levavam alegorias de mão representando peixes, chapéus de E.V.A. com forma de peixes, e a letra falava em preservar "as piranhas, o surubim..."
-"Mostra para ele a mão aberta, assim..." - mostrei a mão aberta com a palma para cima - "...e pede para ele bater."
-"Bate aqui, Gabriel" - que não se fez de rogado: bateu palma com palma, soco com soco. Quando Mário levantou a mão aberta, foi a vez do Gabriel entender: bateram as palmas em cima. O cumprimento de roqueiro saiu todo. E, logo, Gabriel disparou na multidão, com Pedro e eu atrás: ele tinha visto um carrinho de sorvete da Nestlé e pediu um picolé Mega - bom gosto ele tem, mas não faz idéia do preço... Dali, foi para uma barraca improvisada no saguão de entrada de um prédio e pacietemente esperou uns dez minutos para sermos atendidos - pediu um cachorro-quente. Pediria mais coisas ainda, se eu não desse o basta. O palco onde os manifestantes tinham discursado estava agora tomado por artistas que faziam sua performance: bandas, atores e atrizes dançavam e faziam palhaçada. O tema do carnaval deste ano no Pelourinho era o Circo. Gabriel, vendo o palco, começou a ladainha: -"Palco! Quero palco! Subir no palco!" Mariene, Pedro e eu nos juntamos: -"Não, Gabriel, não pode subir no palco. Agora, ele está fechado, é só para os artistas. Os homens não deixam subir. Não pode." -"Palco. Quero palco." - mas não ficou irritado. Apenas pediu. E pediu. Pediu. Pediu mais um pouco. Pediu de novo. Pediu. Pediu. Resolvemos ir embora, e ele aceitou, mas continuou pedindo... -"Palco!" Começamos a descer na direção do estacionamento. Pedro foi reclamando, pois queria um sanduíche de carne assada - prometemos passar no Hiper para comprar alguma coisa diferente para comer. Na descida, Gabriel ainda fez uma pausa em frente a um restaurante onde um cantor apresentava, com um banquinho e um violão, a música que diz...
-"Doeu, doeu, agora não dói, não dói, não dói Chorei, chorei, agora não choro mais. Cada mágoa que passei é um motivo pra comemorar pois se eu não chorasse assim não tinha razão pra cantar..." Terminada a música, Gabriel sseguiu o caminho. O radar dele tinha captado sua música querida - não chego a dizer preferida. É mais uma do seu repertório que a gente usa para entender o que vai no seu coração. Nudista Em casa, Gabriel não descansou - nem nós. Mariene se pôs a arrumar a casa, e eu catava os "serviços" que os gatos tinham deixado na areia. Gabriel tomou banho e foi para a cozinha. Acabou com boa parte das frutas, brincando com o liquidificador. Pelado. Chamei-o para vestir um short, mas estava calor e ele reclamou. Brinquei: -"Ê, Gabriel! Você agora é nudista?" e ele falou baixinho: -"Autista!" Eu ri: -"Não... Autista você é, sim. Mas agora que está pelado, virou nudista? Nudista é o mesmo que peladista. Você está nu! É nudista!" Mariene emendou: -"Vai querer ir pra Massarandupió?" - uma praia de nudismo na Estrada do Cocô. No Carnaval de 2004 fomos até lá, onde ficamos na parte dos vestidos - calma, não somos assim tão liberais! Mas Gabriel lembrou do passeio e começou: -"Praia! Massarandupió!" - Mariene ainda se perguntou: -"Pra que fui falar nisso?" postado por: Argemiro Garcia 9.2.05 Deixe aqui seu recado.Mas, se quiser se comunicar diretamente comigo, mande-me um e-mail: argemiro@lognet.com.br
Terça-feira, Fevereiro 08, 2005 Praia do Corsário
Quando era mais ou menos três horas, saímos todos. Mariene tinha convidado Ana para irmos à praia. Corsário fica praticamente no caminho de Castelo Branco, onde ela mora.
Quando chegou a comida, fiquei catando o caranguejo, enquanto Gabriel e Ítalo brincavam no chuveiro: a barraca instalou uma mangueira com uma bifurcação, dando em dois chuveirões, como o chuveirinho de banheiro, só que maiores. Gabriel chamava: -"Venha, Ítalo! Vem tirar o sal!" - ou: -"Venha, Ítalo! Vem tomar banho!" - repetindo as frases que usamos com ele mesmo. Ao final, levamos mãe e filho para casa e nos entocamos na frente da televisão. postado por: Argemiro Garcia 8.2.05 Deixe aqui seu recado.Mas, se quiser se comunicar diretamente comigo, mande-me um e-mail: argemiro@lognet.com.br
Domingo, Fevereiro 06, 2005 Tantas coisinhas miúdasÀs vezes, não há grandes histórias para contar. Apenas pequenos acontecimentos, "anedotas", como se fala em espanhol. Polpa Saímos para comprar polpa de frutas no Ceasa do Rio Vermelho. Gabriel desceu do carro, foi até a loja de polpas, pediu: -"Abacaxi!" - e também apontou para as polpas de manga. Voltamos para casa com 50 saquinhos de polpa de abacaxi, manga e cacau (Quem nunca experimentou, vai a dica: manga com cacau é ótimo!). Em casa, descemos do carro e entramos no elevador. Gabriel olhou para mim e... -"Polpa! Polpa, pai! Pai! Polpa!" Foi aí que caiu minha ficha: eu tinha esquecido as polpas no carro! Fiquei um bom tempo elogiando sua iniciativa de me lembrar. Consciente da bagunça Gabriel estava brincando no micro, jogando o Coelho Sabido. Ao mesmo tempo, batucava dois pedaços de cenoura com suas estereotipias de menino autista. Quando faz isso, também mastiga a cenoura e vai cuspindo farelo pela casa. Mariene e eu assistíamos à tevê. Foi à cozinha e voltou com a vassoura e a pá-de-lixo e varreu o monte de farelo de cenoura. Claro que ganhou elogios. Guardando as fitas Ele estava assistindo uns filmes no vídeo. Quando o chamamos para sair, juntou as três fitas, colocou-as nos respectivos estojos e guardou-os na estante. Expulsando visitas Heli, compositora e cantora amiga de Mariene, veio à nossa casa discutir um projeto. Gabriel foi ficando incomodado com a falta de atenção. Daqui a pouco começou: -"Tchau, Heli! Um beijinho! Tchau! Fala tchau!" Atendendo o telefone Gabriel voltou a atender o telefone, coisa que não fazia há algum tempo. Só que, agora, pega o telefone, fala: -"Alô, um momentinho! Mããããããe!!! É Zoraide!" Uma vez, era mesmo a Zoraide, que ficou rindo e tentando descobrir como ele sabia que era ela. Jurassic Park Gabriel foi com Pedro e eu para pegar fitas na locadora. Gabriel pedia: -"Jurassic Park - O mundo perdido!" Olhava, procurava nas prateleiras e nada! Peguntei no balcão: -"Tem Jurassic Park 2?" e a moça respondeu que não, depois de consultar o micro. Gabriel ficou andando pela loja. Daqui a pouco: -"Venha, pai!" -"Que foi, Gabriel?" e ofereci minha mão: -"Toma, pega minha mão e aponta o que você quer!" Dei uma gargalhada: ele pegou minha mão e pôs meu dedo apontando para... Jurassic Park, O Mundo Perdido. Entreguei a fita no balcão. A moça, talvez irritada com o resfriado que a incomodava, explicou, dpeois de passar a fita no sensor de barra de códigos: -"Ah... é que estava como Parque dos Dinossauros!" postado por: Argemiro Garcia 6.2.05 Deixe aqui seu recado.Mas, se quiser se comunicar diretamente comigo, mande-me um e-mail: argemiro@lognet.com.br
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